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Projeto Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto (PRODATH)

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que inicia na infância e se caracteriza por desatenção, hiperatividade motora e impulsividade.

Até os anos 1970, o TDAH era considerado um transtorno limitado ao início da vida, cujos sintomas desapareceriam com o desenvolvimento até a vida adulta. Atualmente, sabe-se que cerca de 50% das crianças portadoras deste transtorno continuam a apresentar sintomas significativos na idade adulta, muitas vezes associados a importantes prejuízos em diversas esferas da vida cotidiana (dificuldade no trabalho, menor escolaridade, maior envolvimento em acidentes de trânsito, dificuldade nos relacionamentos, entre outros).

Para o diagnóstico do TDAH no adulto, utilizam-se alguns critérios, descritos pela Associação Americana de Psiquiatria no DSM-5 (2013), modificados para o contexto da vida adulta.

 

Critérios para diagnóstico do TDAH para adolescentes mais velhos e adultos segundo o DSM-5:

CRITÉRIO A. Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento, conforme caracterizado por (1) e/ou (2):

1. Desatenção: Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses em um grau inconsistente com o nível do desenvolvimento e têm impacto negativo diretamente nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais:

a. Frequentemente não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho ou durante outras atividades.

 b. Frequentemente tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas

c. Frequentemente parece não escutar quando alguém lhe dirige a palavra diretamente

d. Frequentemente não segue instruções até o fim e não consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres no local de trabalho

e. Frequentemente tem dificuldade para organizar tarefas e atividades

f. Frequentemente evita, não gosta ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço mental prolongado

g. Frequentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades

h. Com frequência é facilmente distraído por estímulos externo

i. Com frequência é esquecido em relação a atividades cotidianas

2.  Hiperatividade e impulsividade: Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas persistem por pelo menos seis meses em um grau que é inconsistente com o nível do desenvolvimento e têm impacto negativo diretamente nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais:

a. Frequentemente remexe ou batuca as mãos ou os pés ou se contorce na cadeira

b. Frequentemente levanta da cadeira em situações em que se espera que permaneça sentado 

c. Frequentemente corre ou sobe nas coisas em situações em que isso é inapropriado. (Nota: Em adolescentes ou adultos, pode se limitar a sensações de inquietude.)

d. Com frequência é incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente.

e. Com frequência “não para”, agindo como se estivesse “com o motor ligado" (p. ex., não consegue ou se sente desconfortável em ficar parado por muito tempo, como em restaurantes, reuniões; outros podem ver o indivíduo como inquieto ou difícil de acompanhar).

f. Frequentemente fala demais. g. Frequentemente deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido concluída

h. Frequentemente tem dificuldade para esperar a sua vez

i. Frequentemente interrompe ou se intromete).

CRITÉRIO B. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estavam presentes antes dos 12 anos de idade.

CRITÉRIO C. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estão presentes em dois ou mais ambientes (p. ex., em casa, na escola, no trabalho; com amigos ou parentes; em outras atividades).

 

CRITÉRIO D. Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento social, acadêmico ou profissional ou de que reduzem sua qualidade.

CRITÉRIO E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não são mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno do humor, transtorno de ansiedade, transtorno dissociativo, transtorno da personalidade, intoxicação ou abstinência de substância).

Atualmente, dois instrumentos podem ser usados para auxiliar este diagnóstico:

- DIVA 2.0 (colocar um link aqui também), entrevista semiestruturada desenvolvida para adultos e traduzida para o português do Brasil, que permite ao profissional e paciente/familiares investigarem mais detalhadamente, de forma dirigida, os sinais e sintomas observados e o quanto eles comprometem o funcionamento nas diversas áreas da vida do paciente.

- ASRS-18 (colocar um link para acesso a ela), escala de 18 sintomas, os quais devem ser pontuados de 0 (nunca) a 4 (muito frequentemente). Os sintomas devem estar presentes no dia-a-dia em pelo menos 2 ambientes diferentes da vida do indivíduo (p. ex., casa e trabalho).

O PRODATH é um grupo de pesquisa em TDAH no adulto, formado por profissionais da área de Saúde (psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos entre outros). Desenvolvemos pesquisas nas áreas de psiquiatria, psicoterapia, neuropsicologia, qualidade de vida e tratamento do TDAH.

 

Coordenador: Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto

Colaboradores:

Dra. Anny Karinna Pires M. Menezes

Psicóloga Carmen Silvia Miguel

Fonoaudióloga Daniela B Bononi

Psicóloga Karina Sauma Resk

Psicóloga Margarete Klein

Dra. Thais Guida Barbosa

Arteterapeuta Vera Melo


Contato: Tel (011) 2661.6971