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O psiquiatra Marco Scanavino,  do IPq,  esteve à frente do estudo sobre hábitos sexuais dos brasileiros.  Confira a matéria no Uol/VivaBem

 

ESTUDO

Pesquisa da FMUSP mostra hábitos sexuais no país; saiba mais

A pesquisa aponta que grande parte dos brasileiros começa a consumir pornografia por volta dos 12 anos e tem relações sexuais pela 1º vez aos 18

O estudo foi desenvolvido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Foto por Imagem ilustrativa/Pixabay
O estudo foi desenvolvido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Escrito por Da Redação
Publicado em 23.12.2022, 10:59:08 Editado em 23.12.2022, 10:59:05

Os brasileiros começam a consumir pornografia ainda na adolescência – mais especificamente aos 12 anos – e fazem sexo pela primeira vez aos 18. Esse balanço sobre a vida sexual no Brasil foi levantado em uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), por meio do Instituto de Psiquiatria (IPq). As informações são do VivaBem, do UOL.

Para chegar aos dados, os pesquisadores entrevistaram 3.650 brasileiros com idade média de 45 anos. Além disso, o trabalho científico faz parte do “International Sex Survey”, que é desenvolvido em 45 países.

Veja outros destaques do comportamento sexual do brasileiro (sempre em média):

As pessoas tiveram 10 parceiros ao longo da vida;

Em um relacionamento sério, transaram de 2 a 3 vezes no mês a 2 a 3 vezes por semana no último ano;

Viram pornografia de 2 a 3 vezes por semana nos últimos 12 meses;

Masturbaram-se de 2 a 3 vezes no mês a 2 a 3 vezes por semana no último ano;

44% estão satisfeitos sexualmente com o parceiro ou a parceira;

99,2% se masturbaram ao menos uma vez na vida;

81% já fizeram sexo com um parceiro ou parceira casual (alguém com quem não tinham um relacionamento).

“Os dados desmistificam um pouco a ideia do brasileiro hipersexualizado, já que a maioria está satisfeita com a própria vida sexual e o parceiro. Também refletem algo que é tendência em relacionamentos: a frequência sexual é maior no início e vai aos poucos caindo”, afirmou o psiquiatra e professor do IPq, Marco Scanavino, profissional que esteve à frente do levantamento.

Scanavino também destacou que a amostra do estudo, embora representativa em termos de gênero e orientação sexual, não pode ter suas respostas generalizadas para toda a sociedade brasileira. Ou seja, os dados são um recorte que oferece alguns insights importantes sobre comportamentos sexuais de muitos brasileiros, mas não todos eles.

Preocupação a respeito da pornografia

A ciência analisa o vício em pornografia e quais danos ela pode provocar à sexualidade humana. O acesso a esse tipo de conteúdo é fácil, rápido e oferece “gatilho” aos jovens, já que podem desenvolver compulsão por sexo.

“Como o contato com a pornografia ocorre em uma fase da vida que antecede as primeiras experiências sexuais, as pessoas podem ter dificuldade em engajar com seus parceiros na ‘vida real'”, Marco Scanavino, psiquiatra

É muito importante os jovens terem em mente que fora das telas a duração da transa, o desempenho do parceiro ou parceira, a intensidade dos orgasmos e as posições sexuais são bem diferentes das performances e cenas acrobáticas vistas no pornô. Esperar que toda transa seja igual à da pornografia pode gerar frustração e insegurança.

Sexualidade fluida

A pesquisa também analisou a orientação sexual dos brasileiros:

66% se identificaram como heterossexuais

13% como gays ou lésbicas

8,6% disseram ser bissexuais

34% dos respondentes declararam não se identificarem como “estritamente heterossexuais”.