Arthur Danila e Wagner Gattaz, ambos do IPq, falam sobre afastamentos por saúde mental, em entrevista ao g1. Confira!
Alta se repete após recorde anterior, em um cenário sem ações efetivas para frear o adoecimento mental no trabalho.
Por Poliana Casemiro, Rayane Moura, g1 — São Paulo
“As pessoas estão submetidas a vínculos precários, jornadas longas, pressão por mudanças na tecnologia. O cenário atual do mercado de trabalho está empurrando as pessoas para um estresse crônico e se traduzindo no que estamos vendo. É estrutural.” — Arthur Danila, psiquiatra e Coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida (PROMEV) da USP
“É preciso que a doença mental não seja o vilão da história. Um dos estigmas é que é fingimento, que as pessoas estão aumentando sua dor. Como psiquiatra, preciso dizer, é difícil simular um quadro de sofrimento. E isso é tão grave que estamos vendo o aumento das taxas de suicídio no país”, explica Gattaz.