Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Filter by Categories
Apresentações em Congressos
Artigos
Capítulos de Livros
Cursos e Eventos
Lançamentos Livros
Mídia
Notícias
Prêmios
Produção Científica
Sem categoria
Triagens para Projetos de Pesquisa
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Filter by Categories
Apresentações em Congressos
Artigos
Capítulos de Livros
Cursos e Eventos
Lançamentos Livros
Mídia
Notícias
Prêmios
Produção Científica
Sem categoria
Triagens para Projetos de Pesquisa

 

Táki Córdas, do IPq, fala sobre o evento gratuito IPq Portas Abertas 2023. Leia a matéria no Jornal da USP.

Preconceito e desinformação são desafios para a busca de cuidados mentais

Táki Córdas afirma que o IPq Portas Abertas é um evento para informar a população sobre temas da saúde mental

O evento IPq Portas Abertas, promovido pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HCFMUSP), vai acontecer no dia 22 de setembro, das 8h até as 17h.  A programação contará com 160 palestras sobre diversas questões do cuidado mental para prestar informações, esclarecer dúvidas e orientações sobre saúde mental e transtornos psiquiátricos gratuitamente. As inscrições prévias são necessárias para a participação.

Táki Cordás, psiquiatra e coordenador do IPq Portas Abertas 2023, comenta que a 9ª edição do evento é a primeira depois do período da pandemia do coronavírus. “Uma das grandes questões da psiquiatria não é o tratamento, não é o diagnóstico, é o preconceito e o estigma acerca da busca por ajuda e a eficácia dos tratamentos”, destaca o médico. Nesse sentido, Cordás comenta que o IPq Portas Abertas é um evento de apresentação, para a população geral, em linguagem compreensível, das diferentes áreas de atuação do IPq.

Pandemia e a saúde mental

 

Mesmo diante de um cenário tão terrível como o período pandêmico do coronavírus, alguns recursos e tratamentos, como os atendimentos on-line, na visão do psiquiatra, obtiveram um avanço notável e importante, na medida em que se promoveu maior acessibilidade a pessoas que encontravam dificuldades com a distância. Cordás afirma que, apesar de não se tratar de uma situação boa, durante a pandemia se conseguiu falar muito mais de saúde mental e se promover um olhar mais dedicado aos problemas relacionados às questões humanas e emocionais.

“IPq Portas Abertas é uma forma de evidenciar para a população que os transtornos psiquiátricos são muito comuns, além disso, é um grupo de transtornos mais comum entre as doenças humanas: cinco entre as dez doenças humanas que mais incapacitam são psiquiátricas”, discorre o coordenador.

Barreiras na saúde mental

Há uma série de fatores que dificultam a procura por ajuda quando se encontra em sofrimento psíquico, segundo Córdas, e uma dessas barreiras apontadas pelo médico se relaciona diretamente com as limitações causadas pela doença enfrentada. “Muitas vezes, a própria doença atrapalha o mecanismo de juízo próprio de crítica pessoal, a pessoa não consegue enxergar algumas doenças onde as pessoas à volta do doente dizem”, explica.

A desinformação acerca das doenças mentais e seus parâmetros também é outra barreira que impede os indivíduos de procurarem ajuda, uma vez que acreditam tratar-se de uma situação de “sofrimento normal” e não que pode ser auxiliada por um tratamento. Outro desafio já mencionado pelo médico é o preconceito, que gera uma série de estigmas acerca da pessoa com algum transtorno psíquico.

Políticas educacionais 

Para além da educação da população geral sobre a temática, Táki Córdas ressalta a importância de instruir a própria classe médica, visto que existem casos em que os profissionais evitam o encaminhamento para a psiquiatria. Além disso, também cita um preconceito intrapsíquico em que, por vezes, tanto a psicologia nega um tratamento biológico quanto a psiquiatria acredita no cuidado farmacêutico apenas.

“O tratamento combinado de psiquiatra e de psicoterapia, tratamento farmacológico é muito mais eficaz do que o tratamento farmacológico isolado e de que o tratamento psicoterápico isolado”, afirma o psiquiatra. Assim, o papel de uma equipe multidisciplinar é essencial não apenas para o cuidado mais eficaz, mas também como um meio de disseminação do conhecimento de saúde mental para diversas áreas da medicina, não apenas a psiquiatria e a psicologia.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica e o Instituto de Estudos Avançados. No ar, pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h e às 16h45. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular.

Fonte: https://jornal.usp.br/radio-usp/preconceito-e-desinformacao-sao-desafios-para-a-busca-de-cuidados-mentais/