Fátima Vasques, do IPq, fala sobre “food noise”, em entrevista a Folha.
Marília Marasciulo
“Essa combinação de mecanismos fisiológicos e estímulos ambientais ajuda a explicar por que certos alimentos ocupam espaço recorrente no pensamento de alguns. “A pessoa acaba pensando o tempo todo em comida”, afirma a psicóloga Fátima Vasques, do Programa de Transtornos Alimentares (Ambulim), do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP). “Tem muita dificuldade de parar de pensar nesses alimentos, principalmente os que a gente chama de altamente palatáveis [como ultraprocessados ricos em gordura, açúcar ou sal].”